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Outro ano e um novo re-começo

Durante minha vida profissional, sempre mantive uma certa distância de blogs, não por preconceito ou desrespeito, mas é que venho de uma cultura mais antiga, sou da área de informática há 19 anos e muita coisa mudou de lá pra cá. O fato é que nunca entendi direito para que serve um blog, mesmo assim,  em 2008, resolvi criar um, escrevi quatro posts e fiquei mais de um ano parado, por falta de tempo, por falta (ou excesso) de idéias, pela falta de foco, pela bagunça que é o meu dia-a-dia, enfim, a tarefa de “blogar” ficou sempre no final da fila e esse post não é uma garantia de mudança.

Mas, muita coisa mudou desde o último post, tanto na minha vida individual quanto na coletiva, e isso inclui o ambiente virtual. Senti necessidade de voltar a expor minhas idéias, mesmo que isso não seja “relevante” e/ou não interesse à maioria. Ainda não achei o foco deste, mas sigo, simplesmente alimentando a prática de escrever.

Comecei a blogar pouco tempo depois de ter contratado uma hospedagem para publicar os sites de meus clientes (tenho o host, nada mais fundamental do que ter o próprio site), fiquei vasculhando e avaliando por muito tempo qual seria o melhor sistema a adotar: WP, Drupal, Joomla… Concluí que todos são relativamente bons e me decidi pelo WP. Desde então, perdi um bom tempo tentando entender o mecanismo, o funcionamento e tal.

Aliás, essa minha experiência com o WordPress tem sido bastante interessante, já estou mais familiarizado com o mesmo, produzi alguns templates, e alguns sites usando-o como gerenciador de conteúdo. Porém, “casa de ferreiro, espeto de páu”, logo no começo, achei um template bacana, traduzi-o, inseri alguns plugins, deixei-o mais ou menos como queria, muito bem. Há alguns dias, notei que havia uma atualização disponível para o mesmo, cliquei e perdi o tema. Estou usando este temporariamente (que é bem legal) até que surja vontade e inspiração para contruir um, acho que dá mais trabalho personalizar um tema do que construí-lo do zero. Na verdade, são tarefas distintas (e complementares), mas como estou acostumado a iniciar as tarefas do zero ainda prefiro seguir nesta linha. Se bem que é hora de procurar por mudanças e a prática da personalização é algo mais que natural nos dias de hoje, a existência de licenças do tipo Creative Commons é uma realidade e, sem dúvida, da maior importância. Estou bem curioso para saber como será o futuro, por exemplo, daqui há 50 anos.

Falando em futuro, uma das metas para o (meu) futuro (próximo) é mudar de assunto, pois todos os meus cinco posts estão falando desta necessidade de mudança e da mudança propriamente dita. É algo revolucionário, mas há que se ter uma mente muito flexível para aceitar estas mudanças, a minha não é, mas de tanto apanhar, está aprendendo a ser.

E assim dá-se início a um novo re-começo.

Ontem, Orkut e hoje?

Aproveitei as férias de fim de ano para dar aquela geral no escritório, arrumar a bagunça, separar o lixo e resolver pendências necessárias para começar o próximo ano um pouco mais leve, ou pelo menos tentar.  E umas das coisas que acabei fazendo foi desenterrar minha conta no Orkut, que não usava há vários meses.

Normalmente não gosto de acessar o Orkut, porque perco muito tempo fuçando, procurando pessoas, vasculhando redes de amigos e quase nunca encontro algo que seja realmente interessante. Entretanto, essa atividade me fez refletir sobre a evolução dos aplicativos de mídias sociais: o que foi e o que está sendo.

Notei que o Orkut evoluiu pouco de alguns anos para cá, não teve grandes novidades, mas o impacto causado pelo mesmo foi semelhante à chegada do e-mail. Até hoje, sempre tem alguém que me pergunta: você tem orkut? Da mesma forma como ocorria acerca de uma década: você tem e-mail?

Repare que esse tipo de pergunta não ocorre mais em relação a outros aplicativos que sugiram depois do orkut. Alguém perguntaria: você tem twitter, myspace, facebook, flickr, plurk, shelfari, etc., etc. etc.? Mas sempre tem alguém que pergunta: você tem orkut? Pois é, um clássico. E isso não significa que a pessoa, ao fazer essa pergunta, não tenha, de repente, uma conta no flickr ou no facebook, o surgimento em massa de aplicações de mídia social foi tão grande que tal pergunta acaba se tornando desnecessária, talvez se pergunte num futuro próximo: você participa de alguma rede social? E talvez alguém responda: sim, eu tenho um meadiciona. E nesse estará dispnível todo o índice de sites de rede social do  qual a pessoa faz parte.

E para gerenciar tudo isso? Boa pergunta. É bem provável que a resposta esteja nos novos mecanismos e/ou softwares (e muitos deles já existem) que possibilitam o gerenciamento de vários aplicativos ao mesmo tempo. Daria como exemplo o twhirl, intitulado “The social software client”, que permite gerenciar várias contas em diversos sites de microblogging. Sem dúvida um assunto muito interessante a ser explorado e refletido para, quem sabe, trazer, amanhã, as respostas sobre o hoje.