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	<title>BLOG - marcelomuraro.com &#187; mídia</title>
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	<description>ideias e inquietações no mundo virtual</description>
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		<title>Caiu na rede&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Oct 2010 12:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Muraro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O assunto já está um tanto ultrapassado, afinal, a rede é rápida. Mas sempre é válido relembrar e refletir. Segue meu comentário acerca de acontecimentos reais em consequencia de ações virtuais ocorridas há alguns meses. Uma das vezes que assisti ao filme 1984, baseado no livro de George Orwell, fiquei (além de impressionado, com o [...]]]></description>
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<p>Uma das vezes que assisti ao filme 1984, baseado no livro de George Orwell, fiquei (além de impressionado, com o filme e com a possibilidade do autor do livro vislumbrar uma situação como aquela em plena década de 40) imaginando como algo parecido poderia ocorrer no &#8220;aqui e agora&#8221;. Orwell faz uma profunda análise sobre a imagem enquanto recurso na vida do ser humano. Fico imaginando se a rede não seria este &#8220;grande irmão&#8221;, cujos olhos são as câmeras, além de outras tantas coisas mais.</p>
<p>Estava eu, certo dia (na verdade, noite), fazendo o que está escrito <a title="O que eu fazia naquele momento..." href="http://twitter.com/marcelomuraro/status/17830052457" target="_blank">neste tweet</a>, e eis que acesso o vídeo das duas mulheres de Sorocaba (Juliana Cordeiro e Vivian de Oliveira). Para quem ainda não ficou sabendo, <a title="Traição em Sorocaba acaba na rede" href="http://ambulatoriotv.blogspot.com/2010/07/traicao-em-sorocaba-caiu-na-rede.html" target="_blank">este post explica bem a questão</a> (se bem que é difícil não saber sobre este assunto já que foi até matéria no Fantástico). Um caso como tantos outros que, normalmente, não se fica sabendo, a não ser pelo fato de ter se tornado público através da rede.</p>
<p>Isso me deixa bastante pensativo e aflito. É tão tênue a linha entre a fama e o anonimato, taí o caso Geise Arruda, da gaúcha Maria da Graça, dentre outros ocorridos de outras formas como as demissões do <a title="Tweet provoca demissão do diretor de marketing da Locaweb" href="http://info.abril.com.br/noticias/internet/tuite-demite-diretor-da-locaweb-30032010-30.shl">diretor de marketing da Locaweb Alex Glikas</a> e do <a title="Jornalista é demitido por criticar a revista Veja no Twitter" href="http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2010/05/11/imprensa35627.shtml" target="_self">editor da revista National Geographic no Brasil, Felipe Milanez</a>. E o resultado impressiona tanto que eu me pergunto: isso é real? Até porque o desfecho acaba sendo mais irreal do que a história que conduziu os personagens a ele.</p>
<p>Enquanto usuário da internet (e testemunha virtual), acompanho a evolução deste ambiente há algum tempo e noto que situações como essas são cada vez mais frequentes. Um verdadeiro circo de horrores, podendo ser comparado (dadas as devidas proporções) ao período medieval, no qual as mortes em praça pública eram motivo de festa. A questão central é a festa.</p>
<p>Esta comparação é perfeitamente possível, posto que a internet é um &#8220;espaço&#8221; novo que começa a ser povoado e no qual os individuos passam a fazer uso do mesmo, povoando-o com seus perfis, comentários, vídeos, imagens e demais conteúdos. Penso que só agora as pessoas estão, de fato, experimentando a utilização do ambiente virtual. Porém, a forma como se dá esta experimentação traz resultados inusitados, consequencias drásticas ao mundo real, dada a disparidade entre os mundos, um já mais adiantado e outro recém-nascido. Analisando por este ponto de vista, é aceitável a ocorrência de fatos como esses.</p>
<p>O ambiente virtual é um repositório de informações, estas inseridas pelos próprios usuários. A participação ativa dos internautas torna a rede orgânica e muito rápida. O Trending Topics do Twitter é uma prova disso, <a title="Cala Boca Galvão deu no New York Times" href="http://idgnow.uol.com.br/blog/navedigital/2010/06/15/deu-no-new-york-times-cala-a-boca-galvao-e-noticia-no-mundo-inteiro/" target="_blank">o fenômeno CALA BOCA GALVAO e o fato de ter sido notícia no New York Times</a> mostra que a rede é intrínseca ao cotidiano do ser humano.</p>
<p>Se a rede é uma ferramenta e o ser humano tem o  poder de atuar em grupo e gerar resultados, resta saber agora o que fazer com ela. Os exemplos citados acima demonstram que o ser humano ainda não se deu conta da lei de causa e efeito da rede. Ou é isso ou as consequências da utilização da rede (também segundo os exemplos) mudarão o cotidiano, banalizando situações de críticas e (des)sensibilizando ainda mais a humanidade. Pelo menos, é isso que percebo, vale citar também <a title="Boa noite Cinderela: Filho de dono do Grupo RBS é acusado de estupro" href="http://www.folhavitoria.com.br/policia/noticia/2010/07/boa-noite-cinderela-filho-de-dono-do-grupo-rbs-e-acusado-de-estupro.html" target="_blank">o caso do garoto (filho do dono da RBS, no Rio Grande do Sul) que aplicou o &#8220;boa noite Cinderela&#8221; em uma colega e a estuprou</a>. Os comentários coletados pela polícia via MSN comprovam minha afirmação.</p>
<p>E por fim me pergunto, aonde isso vai dar? Estaria a humanidade alimentando o &#8220;grande irmão&#8221;? Seria esse &#8220;grande irmão&#8221; o futuro aniquilador da humanidade, o dono da &#8220;rede&#8221;? Arrisco um palpite, acredito que esse talvez seja o caminho da própria condenção da sociedade. Por permitir e alimentar essa tendência, por usar a rede com pouca responsabilidade. Como está sendo provado, as consequências tem sido desastrosas. Afinal, se caiu na rede&#8230; é peixe.</p>

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		<title>e mais um ano começa</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 19:49:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Muraro</dc:creator>
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<p>E a web tem muito haver com isso, principalmente pelo fato de ditar tendências que influenciam o aspecto social e isso me traz muito a refletir no que diz respeito tanto à questão profissional e técnica (já que trabalho com aplicações web há alguns anos) como também no social, enquanto usuário da web, das aplicações de mídia social, etc. Mídia social, aliás, é um assunto que está em voga ultimamente, chamando a atenção de pesquisadores da academia (outra área na qual me incluo também). Analiso a mesma sob os dois aspectos: técnicos e social e percebo que existe uma certa &#8220;sociabilidade&#8221; no ambiente técnico e um &#8220;tecniciscmo&#8221; no ambiente social. Afinal, é preciso ter um conhecimento técnico (ainda que mínimo) para usufruir dos benefícios da web de uma forma mais ampla, assim como o código é algo que tem sido assimilado pelas comunidades do ambiente técnico de uma forma cada vez mais &#8220;social&#8221;. Me lembro da frase/slogan: &#8220;code is poetry&#8221; localizada no <a title="Home do WordPress" href="http://wordpress.org/" target="_blank">rodapé da home do wordpress</a>. Pessoas se comunicam através do código que desenvolvem coletivamente. O próprio termo &#8220;código livre&#8221;, no qual todos têm acesso e podem interferir, criar implementos, sugerir melhorias e assim por diante. Tem que haver um mínino de &#8220;sociabilidade&#8221; nesse código para que a comunicação seja estabelecida e esse é um aspecto interessante a se perceber.</p>
<p>E mais um ano se inicia, com expectativas, metas, projetos, sempre no intuito de buscar contribuir com algo de bom para o mundo, a web é um caminho. Está bem da forma como está, produtiva, quebrando paradigmas, rompendo barreiras territoriais, isso me parece promissor. Que seja&#8230; Bem vindo 2009.</p>

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		<title>Ontem, Orkut e hoje?</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 13:45:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Muraro</dc:creator>
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<p>Normalmente não gosto de acessar o Orkut, porque perco muito tempo fuçando, procurando pessoas, vasculhando redes de amigos e quase nunca encontro algo que seja realmente interessante. Entretanto, essa atividade me fez refletir sobre a evolução dos aplicativos de mídias sociais: o que foi e o que está sendo.</p>
<p>Notei que o Orkut evoluiu pouco de alguns anos para cá, não teve grandes novidades, mas o impacto causado pelo mesmo foi semelhante à chegada do e-mail. Até hoje, sempre tem alguém que me pergunta: você tem orkut? Da mesma forma como ocorria acerca de uma década: você tem e-mail?</p>
<p>Repare que esse tipo de pergunta não ocorre mais em relação a outros aplicativos que sugiram depois do orkut. Alguém perguntaria: você tem <a title="twitter.com" href="http://twitter.com" target="_blank">twitter</a>, <a title="myspace.com" href="http://myspace.com" target="_blank">myspace</a>, <a title="facebook.com" href="http://facebook.com" target="_blank">facebook</a>, <a title="flickr.com" href="http://flickr.com" target="_blank">flickr</a>, <a title="plurk.com" href="http://plurk.com" target="_blank">plurk</a>, <a title="shelfari.com" href="http://shelfari.com" target="_blank">shelfari</a>, etc., etc. etc.? Mas sempre tem alguém que pergunta: você tem orkut? Pois é, um clássico. E isso não significa que a pessoa, ao fazer essa pergunta, não tenha, de repente, uma conta no <a title="flickr.com" href="http://flickr.com" target="_blank">flickr</a> ou no <a title="facebook.com" href="http://facebook.com" target="_blank">facebook</a>, o surgimento em massa de aplicações de mídia social foi tão grande que tal pergunta acaba se tornando desnecessária, talvez se pergunte num futuro próximo: você participa de alguma rede social? E talvez alguém responda: sim, eu tenho um <a title="meadiciona.com" href="http://meadiciona.com" target="_blank">meadiciona</a>. E nesse estará dispnível todo o índice de sites de rede social do  qual a pessoa faz parte.</p>
<p>E para gerenciar tudo isso? Boa pergunta. É bem provável que a resposta esteja nos novos mecanismos e/ou softwares (e muitos deles já existem) que possibilitam o gerenciamento de vários aplicativos ao mesmo tempo. Daria como exemplo o <a title="twhirl.org" href="http://www.twhirl.org/" target="_blank">twhirl</a>, intitulado &#8220;The social software client&#8221;, que permite gerenciar várias contas em diversos sites de microblogging. Sem dúvida um assunto muito interessante a ser explorado e refletido para, quem sabe, trazer, amanhã, as respostas sobre o hoje.</p>

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